jan
5
2009
Slash,
Do ex guitarrista do Guns N Roses, é mais uma das biografias da série “Sexo, Drogas e Rock and Roll”. Junto como o livro Heroína e Rock And Roll, do Nixx Sixx, do Motley Crue, pode ser classificado na categoria HardCore, já que o assunto é sempre muito Sexo, Drogas e muito Rock and Roll.
Inglês com vida fora do controle dos pais desde a mais tenra infância - seus pais eram do meio artístico ligado ao rock da época e Slash conhecia desde jovem várias personalidades do rock, como David Bowie, Ron Wood, etc. - desde os 12 anos de idade o guitarrista experimentou de tudo, passando mais à frente a utilizar heroína injetável, sofrendo duas overdoses durante os 15 anos de abuso das drogas e do álcool (até dois litros de vodca diários) e de uma vida on the road, ou seja, com o pé na estrada. Bastante interessante são os conflitos de personalidades dentro da banda, já que tanto Slash como Axl Rose nunca se entenderam e competiam mutuamente com toda a agressividade, conflitos que culminaram com a saída de todos os integrantes originais menos de Axl, que por várias vezes, sem ninguém saber o motivo, não subia ao palco para cantar ou retirava-se após brigar com algum segurança ou alguém da platéia. O episódio mais ilustrativo e barra pesada é quando o amigo de Slash, Todd, morre em seus braços após uma overdose de heroína aplicada pelo inglês. O livro é escrito num estilo que, embora atenuado às vezes, lembra o vocabulário de uma literatura alternativa pós-moderna, meio trash.
É mais um livro disponível sem custo pela Biblioteca Harold Chimp.
Roberto Procopio
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jan
2
2009
O livro, escrito por Fernando Morais, autor de “Chatô” e “Olga”, disponíveis sem custo na Biblioteca Harold Chimp, é uma biografia do escritor e mago Paulo Coelho. Traz muitas informações sobre o também letrista de algumas das músicas de Raul Seixas e é mais um livro que pode ser enquadrado na categoria Sexo, Drogas e Rock & Roll. A juventude do escritor foi perturbada por sérias desavenças com os pais, que, desde os 18 anos dele, o internaram repetidas vezes em um hospício no Rio de Janeiro, onde foi submetido a choque elétrico e do qual fugiu sempre. O quebra-quebra (literalmente) em casa era constante até que os pais desistiram de tentar “acertá-lo”. As viagens psicodélicas eram gravadas e acompanhadas com as namoradas e amigos, e as experiências homossexuais levaram-no a reconhecer que não era esta a sua opção sexual. O escritor agora famoso lutou toda a sua vida para ser conhecido no mundo todo, até conseguir seu intento aos 40 anos, hoje superando a marca dos 100 milhões de livros vendidos, sempre enfrentando a crítica aos livros que publica, em função da aludida, pelos críticos, péssima qualidade literária, ortográfica e gramatical dos mesmos, tudo não passando, segundo Paulo Coelho, de um escritor que, de forma coloquial, se comunica com o seu público. Li alguns poucos livros dele, mas penso que não é o meu tipo de livro, já que fiquei saciado e satisfeito com esse tipo de literatura na minha juventude, a partir dos livros de Carlos Castaneda e que têm um igual propósito, ou seja, o de adentrar no mundo do misticismo e da magia, assunto que já não me interessa.
O que fica como lição deste livro para mim é o tamanho do esforço do escritor brasileiro em conseguir e alcançar o que sempre quis para si na vida, embora eu ache que ele se acovardou em muitas das situações de sua agitada vida (principalmente quando esteve preso com a namorada no DOI –CODI, famoso órgão de repressão política) e tem um caráter pessoal um pouco duvidoso. Em todo o caso, é uma boa leitura, bastante cheia de assuntos polêmicos ( aborto, depressão, doenças mentais, uso de drogas, homossexualismo, sacrifício de animais, magia negra, traição, etc.). Para quem quiser se aventurar, é mais um bom livro disponível sem custo pela Biblioteca Harold Chimp.
Roberto Procopio
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jan
1
2009
Do produtor musical Nelson Motta, que acompanha o cenário musical brasileiro e conheceu bem o grande Tim Maia. O livro é um documento valioso sobre a vida e a arte do “Tim Maia do Brasil”, como o cantor gostava de se chamar. O que me chamou a atenção para o livro foi a possibilidade de, como o autor, tentar entender a cabeça do Tim Maia, de cujas músicas gosto, mas não a ponto de comprar um cd ou DVD dele. O livro é muito bom e li em um dia, informando, com conhecimento e isenção, a trajetória do menino suburbano do Rio de talento musical e mesmo empresarial, sua ida ainda jovem para os EUA, sua deportação por furto e posse de drogas, o contato, ainda quando jovem e desconhecido, com talentos contemporâneos seus como Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Eduardo Araújo, dentre outros, a influencia de uns sobre os outros quando ainda batendo às portas dos empresários musicais, e é claro, e este um ponto de interesse forte meu, as experiências de Tim Mais com as drogas e o álcool, consumindo cocaína, maconha e whisky praticamente sem parar, tudo isso aliado a muito sexo, música e comida. O sub-título do livro poderia ser Sexo, Drogas e Brazilian Soul. Acho que as drogas faziam parte da vida dele a tal ponto que não dá para pensar no cantor compositor sem elas, um descontrolado em tudo que fazia, arrastando tudo à sua volta. Vale à pena conferir o livro (disponível sem custo pela Biblioteca Harold Chimp), já que é mais um relato bem explícito sobre a vida de alguém que se alçou às alturas e sempre parecia precisar de mais tudo, e que tinha uma visão apologética (e irresponsável) sobre o uso das drogas.
Roberto procopio
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dez
25
2008
Ouvi um dia desses, por sugestão do Ivan, um CD de um conjunto americano de rockabilly chamado Stray Cats, muito bom, por sinal. Assim como o rockabilly, que preserva as tradições musicais dos anos 50, quando o rock começou a aparecer, tem gente que curte e adere ao modo de vida hip-hop, punk, hippie e assim por diante, num fenômeno social de comportamento grupal que é bastante presente na sociedade ocidental pós Guerra, e eu não tenho nada a ver com isso, tratando-se é claro de uma escolha e encontro de cada um. Atrai-me, contudo, o fascínio que este modo de vida, por exemplo, o do hip-hop, exerce sobre as pessoas e penso que estes movimentos têm um gostinho especial que só eles podem curtir, ou seja, o de fazer a roda do tempo social parar, já que eles adotam um modo de vida, trajes, músicas, etc. praticamente congelados no tempo, como se tivessem feito a roda do tempo deixar de girar. Acho que é isso que dá significado ao nome do conjunto Stray Cats, que, em português significa, gatos desgarrados, gatos de rua, que não têm uma morada, uma casa, um lar, e também não tem que tolerar tudo que vem no pacote, ou seja, a idéia de progresso que marca a civilização ocidental, de que as coisas têm que mudar, que o futuro é melhor que o passado, e assim por diante. Quem puder e gostar, vale à pena ouvir os Gatos de Rua, ou seja, entrar com eles numa cápsula de espaço-tempo, para se sentir, pelo menos por uns instantes, fora das injunções da vida pós-moderna.
Roberto Procopio
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dez
21
2008
Sempre achei que a música tocada em rádios tem um quê especial, e penso que isto ocorre porque ela nos pega de surpresa, chega sem avisar, e o máximo que podemos fazer é selecionar as rádios com as quais tenhamos maior afinidade, e que são aquelas nas quais as músicas das quais gostamos têm mais chances de serem tocadas. Se já soubéssemos a programação da rádio, se soubéssemos com antecipação quais e a que horas as músicas seriam tocadas, penso que a coisa perderia a graça, pois a música, vindo “do nada”, quase que caindo dos céus, dá a idéia de que estamos em conjunção astral com o Universo, que o Universo toca a nossa música, tornando especial o momento, etc. Se compararmos tudo isso ao chamado “amor à primeira vista”, que é também ao primeiro olfato, à primeira audição, à primeira pele, e aí não tem rádio nenhuma para tentar antecipar tendências, fico a imaginar como estamos neste aspecto nos dias de hoje, já que o risco do desencontro destes avisos do corpo parece ser enorme, e o que se faz é “criar” rádios internas para eliminar o risco do fracasso do encontro amoroso, o que também significa eliminar o risco do sucesso do encontro amoroso, aquele propiciado pelo acaso e que dá no amor à primeira vista.
RP
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