dez 17 2008

O cartão de visita

Penso que todos nós ficamos reféns durante muito tempo da imagem corporativa das empresas onde trabalhamos. Durante a minha vida de vendedor encontrei muitas pessoas que praticamente se escondiam atrás do cartão de visitas das empresas (multinacionais ou grandes empresas brasileiras) onde trabalhavam, e é muito provável que isto tenha também acontecido também comigo, já que trabalhei durante 16 anos numa empresa nacional de TI de porte médio, a qual deixei há 6 meses, já que vi a empresa crescer e de certa forma me orgulhava de ter participado do seu crescimento. Com o bancarrota do sistema financeiro mundial, o colapso das montadoras americanas, a queda brutal no preço de suas ações, o que é , em si, uma demonstração da desconfiança do mercado nestas empresas, pergunto: o que fica disto tudo, já que a marca das empresas como GM, Ford, AIG, Chrysler, CITI Bank, dentre outras, sofreu sério desgaste? Fico pensando naquelas pessoas que trabalharam 30 anos em um mesmo banco, em uma mesma empresa automobilística: não dá uma sensação de tempo perdido, de tempo que poderia ser profissionalmente melhor aproveitado? Fico na dúvida.

RP


dez 17 2008

Ações de empresas onde trabalhamos são um bom negócio?

Este é um dos temas de um livro que estou lendo (também por indicação de um amigo) e que trata das escolhas que fazemos no dia-a-dia. A coisa é mais ou menos a seguinte: se você é o “arquiteto das escolhas” de um supermercado , por exemplo, como você orientaria os seus clientes a consumir mais frutas ao invés de doces. O livro chama-se “Nudge: o empurrão para a escolha certa” e é da autoria de Richard H.Thaler e Cass R. Sunstein. Além de outros pontos interessantes, com os quais não necessariamente concordo, eles levantam a seguinte questão: até que ponto é bom você ter ações da empresa onde você trabalha, as chamadas opções, que na maior parte das vezes não são opções , pois já vêm em um pacote quando você é contratado. O livro é de 2007 e ainda não havia tido a oportunidade de analisar a rachadura ou o crack financeiro do  mundo globalizado, mas já um bom conceito: evite ter ações da empresa onde você trabalha, pois isso é concentrar todo o seu risco (emprego e investimento) em um só lugar, o que é um ponto bem relevante e correto.

RP