O fim das Marcas?
A montadora japonesa Toyota anunciou que terá enorme prejuízo no ano de 2008, o banco que nunca dorme em casa, mas que dorme no ponto, o Citibank, precisou de apoio governamental, o Lehman Brothers, que se vangloriava há apenas 8 meses de apresentar resultados crescentemente positivos aos seus acionistas, já era, varrido por um sopro do mercado, GM, Ford e Chrysler foram pegos de calças curtas depois de muito fornicação (estou com vocabulário bíblico hoje) com o dinheiro do consumidor (será que é fetichismo do dinheiro?) , o mesmo ocorrendo com Volkswagen, cujos executivos se envolveram em escândalos com prostitutas, a seguradora AIG também passando o pires no executivo americano etc. Fico imaginando aqui que tipo de acordo por debaixo do pano deve estar ocorrendo entre os poderosos do FED americano e do Tesouro, que são os gestores da crise, e os pedintes corporativos. Se acontece aqui, com muito mais razão (dinheiro) deve também estar acontecendo por lá. O pessoal de publicidade e marketing pode preparar as burras, pois penso que eles precisarão trabalhar muito mais e, portanto, cobrar muito mais para reparar as burradas ou sacanagens desta turma toda, necessitando muita criatividade e malícia para fazer o consumidor dissociar os escândalos e os recentes fracassos das marcas, todas elas de forte apelo junto ao consumidor final. Embora não consiga antecipar nada, penso que estamos evoluindo para marcas globais de apelo mais local, mas isso se daria fundamentalmente por movimentos de pressão e reação de um mercado voraz e veloz, que é o mercado da pós-modernidade, que, até aqui, tem nas marcas um forte aliado, mas que deve estar, numa ação sistêmica, se metamorfoseando para a preservação e a preparação da quarta etapa do capitalismo.
Roberto Procopio