jan
5
2009
Slash,
Do ex guitarrista do Guns N Roses, é mais uma das biografias da série “Sexo, Drogas e Rock and Roll”. Junto como o livro Heroína e Rock And Roll, do Nixx Sixx, do Motley Crue, pode ser classificado na categoria HardCore, já que o assunto é sempre muito Sexo, Drogas e muito Rock and Roll.
Inglês com vida fora do controle dos pais desde a mais tenra infância - seus pais eram do meio artístico ligado ao rock da época e Slash conhecia desde jovem várias personalidades do rock, como David Bowie, Ron Wood, etc. - desde os 12 anos de idade o guitarrista experimentou de tudo, passando mais à frente a utilizar heroína injetável, sofrendo duas overdoses durante os 15 anos de abuso das drogas e do álcool (até dois litros de vodca diários) e de uma vida on the road, ou seja, com o pé na estrada. Bastante interessante são os conflitos de personalidades dentro da banda, já que tanto Slash como Axl Rose nunca se entenderam e competiam mutuamente com toda a agressividade, conflitos que culminaram com a saída de todos os integrantes originais menos de Axl, que por várias vezes, sem ninguém saber o motivo, não subia ao palco para cantar ou retirava-se após brigar com algum segurança ou alguém da platéia. O episódio mais ilustrativo e barra pesada é quando o amigo de Slash, Todd, morre em seus braços após uma overdose de heroína aplicada pelo inglês. O livro é escrito num estilo que, embora atenuado às vezes, lembra o vocabulário de uma literatura alternativa pós-moderna, meio trash.
É mais um livro disponível sem custo pela Biblioteca Harold Chimp.
Roberto Procopio
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dez
29
2008
É a publicidade pós-moderna, que não quer se associar às conotações derivadas da palavra beber, sendo por isso que mudou do anterior “beba com moderação” para “aprecie com moderação”, ou seja, hipocritamente não reconhece que o ato é beber e nem todo mundo aprecia o que bebe, principalmente os alcoólatras.
Fiz uma pesquisa no Grande dicionário Houaiss e encontrei as seguintes palavras e gírias substantivos ligados ao ato de beber: “beba”, “bebo”, bebaça, bêbada, bêbado, bebaça, bebarraz, bêbeda, bebedeira, bebedice, bêbedo, bebedor, beberrão, beberrica, beberrote, etc.
É disso que a publicidade moderna quer escapar, ligando causa e efeito, ou seja que a bebida causa bêbados. É interessante esta preocupação das empresas cervejeiras em associar o ato de beber a mulheres seminuas, à dança, excitação sexual, já que, muito ao contrário, sabe-se que beber causa impotência sexual.
Roberto Procopio
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dez
28
2008
Escrito pelo líder da banda Mötley Crüe, Nikki Sixx, o livro é um diário pessoal de Nikki cujas anotações começam em Dezembro de 1986 e terminam no mesmo mês do ano seguinte. No diário desfilam as experiências de Nikki com todo tipo de droga, principalmente heroína (injetada), álcool, cocaína, assim como todo o seu drama pessoal de um relacionamento com pai e mãe esgarçado, já que o primeiro o abandonou quando ele tinha três anos de idade e a mãe entregou-o ao cuidados dos avós maternos. Abundam também as bandas que eram sucesso (Whitesnake, Prince), bem como o convívio quase fraternal entre Nikki e Slash, o guitarrista da banda então em ascensão Guns and Roses. É o tipo de livro que cobre o espectro sexo, drogas e rock and roll e mostra o céu e o inferno da vida do baixista, que, após vários relapsos na droga, conseguiu se livrar delas e constituir uma vida mais equilibrada, conseguindo o prazer e o equilíbrio principalmente através da música que compunha. Os traficantes rondando o músico, que chegava a gastar 3 mil dólares por dia em drogas (em 1986) mostram a dificuldade de abandonar o vício, inclusive acompanhando-os nas turnês que promoviam pelos EUA. Do ponto de vista do projeto gráfico, ou seja, todo o design do livro, misturando fotos do músico se drogando, fazendo sexo, e uma série de páginas (na realidade todas) em cores preta, branca e vermelha, com desenhos extremamente incômodos de toda a parafernália de apoio ao vício (seringas, cachimbos, álcool, lâminas, etc.) sendo mostrada invadindo o corpo do músico, penso que este é um dos livros mais atraentes (e repulsivos) que li (vi), mas fica a idéia da tragédia pessoal de todos que se envolveram nesta estrada. Há, também, muitas curiosidades, que são as excentricidades de Nikki, que comprou um Porsche zero apenas porque o seu amigo ia comprar um, que recebeu um cheque de U$680,000 de direitos autorais pelo correio, que detestava outros membros do grupo e competia com outras bandas pelo pódio no mercado americano, etc. É um excelente livro para quem quiser se aprofundar no mundo dos bastidores do sexo, drogas e rock and roll.
Roberto Procopio
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dez
22
2008
Já falei em outro texto que caminho quase todos os dias para recuperar a forma que perdi há uns 10 anos. Nunca fui um atleta, mas o meu sedentarismo chegou a um ponto tão culminante que não tinha por onde piorar, e daí eu tomei a decisão de me preparar melhor para o dia-a-dia caminhando ao menos por 30 minutos em 6 dias da semana. Bons conselhos da minha psiquiatra Daisy Hernandes e do meu coach Fernando Procópio. Moro num bairro bem movimentado mas fico impressionado com a quantidade de carros que, enquanto eu caminho ladeira acima, passam a velocidades superiores aos limites legais, cada um, já de manhãzinha disputando com o outro uma vaga no futuro. Eu sou do tempo em que precisávamos esquentar o carro antes de usá-lo, principalmente se fosse movido a álcool. Hoje isto já não existe e podemos ligar os motores e já dar início à defesa da vida pós-moderna, já dando cotoveladas mecânicas (os totós da Stock Car) em quem ousar brincar conosco. As máquinas estão prontas a nos servir, e nós devolvemos a gentileza que a tecnologia nos possibilita ao utilizá-la sempre no limite, pelo menos em relação aos carros. Caminhando, olho atônito a violência que é a velocidade, pois, numa fração de segundo, pode surgir uma bola, um garoto, um animal e botar tudo a perder. Se aceitamos os extremos que a tecnologia nos oferece, pergunto: somos nós que usamos (giramos) a tecnologia ou é ela que nos gira?
Roberto Procopio
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