Gaia

A Raquel comentou que o filho dela de 4 anos aprende na escola a respeitar o planeta a partir da associação entre o consumo excessivo de água e um planeta que chora. Achei esta história super bacana e que mostra que nem tudo está perdido! Em primeiro lugar, pelo próprio fato em si, mostrando que ainda temos muito a aprender com os mais jovens. Em segundo lugar, por representar uma volta à idéia de uma unicidade em tudo que fazemos, mostrando que somos partícipes em tudo , ou quase tudo, que ocorre no planeta em termos de ecologia. Em terceiro lugar, achei o tipo de abordagem de uma sensibilidade enorme, pois parece-me que as crianças, ao contrário da maior parte de nós, adultos, preserva uma sensação de uma pertença a alguma coisa maior, que é a idéia da Terra (Gaia para os gregos antigos), como Mãe Natureza, idéia tão forte que se preserva nos rituais camponeses que ainda experimentamos no nosso dia-a-dia (festas juninas, o próprio carnaval, procissões tipo círio de Belém, bem como, ensina-nos Wysnick no livro Veneno Remédio, o próprio futebol, com origem em rituais franceses bem antigos).

Ou seja, se a associação desperdício de água com lágrimas da Mãe Natureza não nos faz mais sentido como adultos, parece-me que perdemos algo de precioso que as crianças ainda compreendem e que, bem sutilmente como tudo que fazem, nos ensinam. Afinal, o homem adulto não é o filho da criança?

Roberto Procopio 


Leave a Reply