A resposta definitiva!

Nestes últimos dez anos, a partir de algumas inquietações ligadas à minha saúde que declinava – mas que agora só se apruma - procurei a resposta definitiva para as minhas inquietações existenciais.  Consultei os livros religiosos ocidentais e orientais e meso americanos, os sábios da Mesopotâmia e da Grécia Antiga, os retóricos e estóicos romanos, os neo-platônicos do Império do Ocidente que declinava, bem como seu cronista maior, Edward Gibbon, do império do Oriente que surgia, li filósofos religiosos como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, que tratam da doutrina revelada, reli os céticos como Maquiavel e Hobbes, os iluministas que iniciavam a jornada da Razão que se iniciava, bem como os que se encontravam entre dois mundos sem saber em qual se atirar, misturando misticismo e intelecto, enveredei pelos conformados e inconformados dos séculos XIX e XX, bem como li com cautela os que anunciavam novos tempos para sociedade moderna a partir dos descobrimentos geográficos e científicos, para a biologia e a genética em formação. Dei uma passadinha bem de leve na física clássica de Copérnico, Galileu e Newton e na da relatividade de Einstein e na quântica de Niels Bohr. Li inúmeros livros de divulgação científica (não especializados) sobre tudo que viesse à frente e, afinal, tudo que me aparecia à frente. Só achei que tinha que ser um pouco mais seletivo quando comprei a biografia do José Genuíno e um livro sobre as histórias das formigas na Inglaterra, embora o último seja muito mais interessante que o anterior.

História Geral e do Brasil, Filosofia, Literatura, Sociologia, Economia, Psicologia e Psicanálise, Biologia, Religião, Administração, Teoria do conhecimento, Línguas, Genética, Física e Química, penso que ficou muito pouco de fora, o que deu alguma coisa como a leitura de 700 livros de mais de 450 autores diferentes nos dez últimos anos. È claro, ainda falta muito e poderia dizer que ainda falta tudo (ou nada).

Assim, depois de tanto esforço e dedicação – sempre prazerosos - já consigo responder às perguntas inquietantes da existência humana que me afligiam no inicio da empreitada! Digo alto e em bom tom a todos que queiram ouvir a verdade do conhecimento adquirido:

“EU NÃO SEI!”

Não consegui encontrar o elo perdido entre Ciência e Religião, entre História e Mito, entre Determinismo e Acaso, entre Psicologia e Psicanálise, entre Etologia e Comportamento Humano, entre os Bonobos, os Chimpanzés e nós, seres humanos, entre Verdade e Certeza, entre Veneno e Remédio, entre Natureza e Ambiente, entre Beleza e Feiura, entre vida e morte, entre Revelação e Sabedoria, entre Oriente e Ocidente, entre o Quarto e o quinto império de Vieira, entre os vários infinitos, entre Doença e Sanidade, apenas para mencionar algumas das minhas não conclusões. Mas, afinal, não é melhor assim, do que precisar levantar o véu da Ilusão e não conseguir entendê-lo?

Roberto Procopio


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