A gripe suína
Não dá para dizer que a gripe suína é um fenômeno do mundo globalizado, mas podemos associar a sua velocidade de propagação a um mundo rápido como o de hoje, onde as inteirações econômicas e culturais entre países distantes são muito maiores do que há, digamos, duas ou três décadas.
A vacina apropriada para combater a nova “influenza” deve demorar alguma coisa como seis meses até ficar pronta e testada, o que mostra que as dificuldades propiciadas e originadas pelo mundo tecnológico em que vivemos são imprevisíveis e de caráter chocante, ou seja, a qualquer hora, alguma novidade surpreendente e chocante pode abalar o globo, seja no aspecto econômico, como a recente e atual crise financeira, seja no aspecto social e cultural, como mostram os atentados terroristas nos centros financeiros do mundo (Nova Iorque e Londres), seja no aspecto – como vemos agora – de uma epidemia local que pode virar pandemia, ou seja, adquirir o caráter de uma dispersão generalizada e grave de uma doença.
Como manifestação simbólica surpreendente, vemos a gripe originada de um animal anátema para várias religiões e símbolo de sujeira, lembrando-nos da fragilidade da condição humana, com a potencialidade de atingir rapidamente todo as capitais do mundo civilizado globalizado.
Roberto Procópio