Milton Friedman ou Keynes?

O Luiz Roberto comprou recentemente num sebo virtual o livro Capitalismo e Liberdade, o qual já analisamos aqui, mas que, em essência, apresenta a tese do papa do neo liberalismo de que o mercado é sempre soberano para fazer os seus ajustes à realidade das forças econômicas, de nada adiantando as intervenções governamentais, como, por exemplo, as que se seguiram após o crack da Bolsa de Nova Iorque em 1929.

As teses de Friedman são as preferidas dos republicanos americanos e dos ingleses thatcheristas, isto é, os seguidores da ex-primeira ministra Margaret Thatcher, a dama de ferro do período da desregulamentação da economia inglesa na década de 80, e são diametralmente opostas às do economista inglês John Maynard Keynes, e que propõe um estado razoavelmente intervencionista e com capacidade de estimular a economia através de gastos públicos e orçamentos ligeiramente desequilibrados e inflacionários.

Parece , ainda segundo o Luiz Roberto, que o livro de Friedman está ganhando momentum na bolsa virtual dos livros, o que deve deixar  o finado Friedman duplamente satisfeito, seja por ver funcionando as forças de oferta e demanda do mercado livre, seja por ver de novo seu nome de volta ao topo de vendas e preço.

Nesta queda de braço, fica apenas a curiosidade a ser satisfeita pelos dados do futuro: quem vencerá?

Roberto Procopio

 


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