Tributo a um super vendedor
Há uns 13 anos gerenciei uma equipe de vendas de software para o varejo, produtos mais triviais, mas que, como é característica do varejo, tinham uma série de concorrentes à altura. Era um “pega para capar”, “briga de foice” num mercado que briga por margens e prazo, centavo por centavo, dia por dia. Da equipe de umas 10 pessoas, havia um vendedor que se destacava e que era o Mario. O Mario era tão bom que era chamado às empresas compradoras apenas porque os compradores gostavam de conversar com ele, já que ela muito animado e tinha sempre uma novidade para contar, sempre agregando alguma coisa a quem o recebesse, tornando o seu dia mais feliz.
No meio do ano o Mario já tinha cumprido a meta anual e, infelizmente, faleceu num sábado aos 33 anos de idade em trágico acidente automobilístico, deixando-nos todos enlutados. Fui ao enterro dele no domingo numa cidade do interior do Estado de São Paulo, levando os pêsames de toda a empresa à família enlutada e principalmente aos pais. Foi difícil trabalhar na semana seguinte ao acidente.
No fim do ano, na comemoração do fechamento do ano comercial, recebi a placa que não pode ser entregue ao Mário, o prêmio de melhor vendedor do ano, uma linda placa em acrílico, a qual me comprometi perante todos os colegas a levar aos pais do Mario, que moravam a 180 quilômetros de São Paulo. Foi uma das missões mais difíceis que tive em minha vida, mas ao mesmo tempo sabia que estava levando um símbolo da sua garra e do seu profissionalismo e do seu espírito vitorioso. Ao entregar o troféu aos seus pais, não pude conter as lágrimas e embargar a voz e tenho certeza que aquele troféu representou muito para os pais do meu super vendedor, dos melhores que conheci até hoje.
Roberto Procopio
janeiro 21st, 2009 at 21:09
Que narração bonita, essa você não havia contado, me amocionei. Mas o que realmente fica é que ele foi um vencedor.
janeiro 21st, 2009 at 21:48
Bernadete,
O Mário deve estar vendendo nuvens no céu para São Pedro e São Paulo.
abs,
fevereiro 19th, 2009 at 20:49
No soy una persona especialmente creyente en que despues de la muerte se pueda seguir conectado con esta “realidad”, sin embargo por alguna razón creo que ese tipo de actos que muestran la honestidad a pesar de la muerte tienen un significado mistico, mas allá de nuestro entendimiento.
Saludos
fevereiro 20th, 2009 at 7:11
Daniel,
Sem dúvida. Penso que este é um dos segredos da vida. Há coisas que, como dissestes, estarão sempre além do nosso entendimento, e eu particularmente acho isso muito positivo, alguma coisa já levantada pela mitologia e as religioes e a cultura. Forte abraços desde Brasil.