A caixa preta de Darwin

Escrito por Michel Behe é um dos meus livros preferidos, por colocar em cheque a teoria da evolução de Darwin, apresentando, como alternativa, de modo fácil e compreensível para o leigo (como eu) a idéia de um design inteligente a presidir a movimentação das espécies. Vamos recordar um pouquinho e lembrar que o quê Darwin inaugurou foi um sério debate sobre a idéia religiosa e científica (à época) que dizia que toda a criação é um ato da vontade divina, que fez o mundo, seus seres, plantas, etc. de um ato único, a partir do nada (ab nihilo, como se diz em latim). Um fiz porque assim o quis. Para Charles Darwin, conforme o seu livro “A origem das espécies”, existe uma interação entre ambiente e espécies e, da interação das últimas ao ambiente, ou seja, da sua adaptabilidade ao ambiente (flora,fauna, reino mineral) vai depender a sua sobrevivência e perpetuação, regra válida para todo o reino animal, inclusive para o ser humano. O assim chamado neo-darwinismo, evolução das idéias originais do biólogo inglês afirma que as mutações genéticas de caráter randômico garantem a possibilidade desta interação entre natureza e espécies, tudo não passando, assim, na opinião destes fervorosos cientistas, de uma ação do acaso, sem qualquer intervenção divina.

Os adeptos do design inteligente, e Michel Behe é um dos mais proeminentes, contra-atacam o darwinismo ao levantar a questão sobre como se formam os assim chamados mecanismos complexos mono funcionais, que estão presentes em toda a parte, já que os mecanismos deste tipo (usam muito, como analogia, a idéia da ratoeira) perderiam a sua funcionalidade ao perderem uma das partes, mostrando, assim, que, ou são montados de uma vez só, o que é impossível, ou são montados por partes, em etapas, para adquirir a mono-funcionalidade apenas na conclusão deste processo de montagem, daí desbancando a idéia de uma evolução ou adaptabilidade que se faz por etapas todas elas em resposta a uma funcionalidade imediata e ditada pela necessidade da adaptação a um novo desafio do meio.

Simplifiquei bem a exposição, mas, quem quiser, vale à pena conferir no próprio livro!

Roberto Procopio


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