O eureca de Einstein
Boa parte da genialidade do cientista alemão, suíço e americano, após ter um período apátrida em sua vida, era trazida por duas características de sua personalidade, as quais preservou durante toda a sua vida: não aceitar verdades empacotadas ou dogmas científicos e sempre estimular a sua criatividade. Costumava absorver uma quantidade enorme de informação e leu Kant aos 13 anos de idade, por recomendação de um amigo mais velho. Dominou o cálculo diferencial na mesma idade, embora não fosse a matemática o seu ponto forte, sempre solicitando apoio aos conhecidos e à ex-esposa Marczi quando precisava resolver problemas sobre os quais tinha certezas intuitivas ainda não demonstradas matematicamente.
Dizia que a intuição era o seu forte, e entendia que a intuição era resultado de processos racionais de certa forma automatizados na mente humana e os quais não era necessário explicar. Conseguia o seu “achei” euclidiano tocando violino, embora fosse também capaz de, durante uma sofisticada demonstração em aula, resolver um problema que guardava na mente, mas, sem dúvida, mais uma resolução do tipo eureca, ou seja, com a mente concentrada em outra atividade.
Resumindo, podemos dizer que a receita do gênio da Ciência era uma forte dose de intuição aliada a um anti-dogmatismo visceral, mais tarde tornado anti-militarismo, e a uma mente que se estimulava e estimulava todos à sua volta a desenvolverem a sua criatividade.
Roberto Procopio