dez 17 2008

Adriana Bombom

Já que estamos invertendo a tendência e começando a falar bem de celebridades, lembro que quando morava no Rio vinha muito a São Paulo, pegava muita ponte aérea. Num sábado, o avião estava com 50% de capacidade e eu sentei do lado de uma moça muito simpática , que me deu bom dia e me pareceu até que estava um pouco assustada. Não a conhecia mas depois a reconheci como uma das paquitas da Xuxa, a tal da Adriana Bombom. Ela foi tão simpática comigo, que, depois disso, onde falo sobre ela, falo bem. Ou seja, a imagem que eu tive dela, ficou. É isso aí.

RP

Comentário: Será que é tão difícil ser educado? Estamos perdendo a nossa capacidade de dizer “bom dia” ou “obrigado”?


dez 16 2008

Paulo Autran

Tive a oportunidade de conhecer o Paulo Autran quando eu morava em um hotel em Petrolina (PE). Eu havia quebrado a perna em função de um acidente de carro e estava morigerando na varanda do hotel quando ele senta do meu lado. Meu Deus, pensei ! É o Paulo Autran! E agora? O que fazer? Sem mais nem menos ele começa a puxar conversa comigo, perguntar o que eu fazia, onde trabalhava, de onde era, o que tinha acontecido com a minha perna, etc. Ou seja, só perguntava de mim! Ao final de uma meia hora de conversa ele me convidou para que eu presenciasse a apresentação que ele faria à noite no Hotel, inaugurando o grupo de teatro da cidade. Fui e achei o máximo, é claro! Mímica pura e controle total! Fiquei matutando comigo o seguinte: penso que atores do porte dele se interessam pelos outros em função de poder captar expressões novas, situações novas, palavras diferentemente pronunciadas, etc.

Acho que disso eles fazem a grandeza da arte deles. Mas, para mim, o cara ficou gravado na minha memória como o maior ator de teatro que já vi e o mais humano, o que provavelmente são condições que andam juntas.

RP

Comentário: Tive o grande privilégio de trabalhar com Paulo Autran durante a peça “Visitando o Sr. Green” e ele era tão bom que eu assisti a peça citada todos os dias, durante meses e nunca, nunca assisti uma peça igual a outra, a vida que dava ao teatro era mágico. Será que temos alguém que o sucederá com o mesmo talento? Eu aposto em Wagner Moura. 

Raquel 


dez 16 2008

Os três poderes da celebridade

Quando a apresentadora Ana Maria Braga fez os comentários que fez sobre Marcelo Silva, recentemente falecido, ex-marido de Suzana Vieira, penso que ela, indevidamente, se arvorou os direitos relativos aos poderes (1) Legislativo, (2)Judiciário e (3) Executivo, que existem separadamente uns dos outros justamente para propiciar a distribuição do poder e o seu abuso. Se não vejamos: Ana Maria agiu determinando a norma pela qual o julgaria, ou seja, a norma dela, julgando-o e determinando a sua sentença: “você (1)para mim é um (2)lixo e seria melhor que você (3) desaparecesse da face da Terra”.  Ou seja, fez a lei, julgou e o condenou e executou. Um ditador! Foi extremamente infeliz e penso que deve estar arrependida, mas o que fica claro é que não cabe a qualquer um de nós o julgamento de ninguém, e penso que o fato de ser celebridade não confere a ninguém a titularidade de emitir juízos ou julgamentos sobre ninguém, muito ao contrário, penso que uma celebridade como a Ana Maria, que sempre se notabilizou pelo equilíbrio e ponderação, tem como dever aplainar arestas, procurar dar um outro tom a uma tragédia pessoal tão grande que é uma separação, jamais condenar, pelo menos no exercício público de sua celebridade, o que poderia ter feito apenas para seu restrito circulo de relacionamento e com toda a cautela. Mas penso que é muito difícil para uma celebridade saber discernir entre o privado e o público. Para os seus comentários, opiniões, etc.    

RP

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dez 16 2008

Very bad boy

A “fama a qualquer preço”, que é a mesma coisa que se dizer “falem bem ou mal mas falem de mim”, ganha mais uma modalidade na disputa pelo espaço estelar das celebridades: a medalha ao mau caráter! É do ex-marido da cantora inglesa Amy Winehouse, que se diz o responsável pelo fato de ela se ter tornada uma viciada hard-core (em drogas pesadas), principalmente o crack, dizendo que está arrependido, etc.! Ok, quem sabe ainda vá para o céu, mas parece que aí tem uma disputa pelo prêmio de mau caráter, desejando que pelo menos seja lembrado por isso, ou seja, o cara que ajudou a Amy Winehouse a se tornar uma adicta, o que não é lá um grande feito do ponto de vista moral, não é mesmo? Querem alguma coisa mais estranha: o fotógrafo que ofereceu, vendeu e fotografou a Amy Winehouse se drogando com a droga que comprou do paparazzo. O fotógrafo foi preso mas ainda não vi se declarou o seu arrependimento.

RP

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dez 15 2008

A vulgarização da celebridade

Se há 50 ou mais anos, celebridade eram as estrelas de cinema, homens ou mulheres, atores como Clark Gable, Cary Grant, atrizes como Vivian Leigh, Susan Bancroft, dentre muitas outras e muitos outros, parece que hoje, a par da manutenção da veneração das celebridades estelares (Brad Pitt, Christian Slater, Madona, etc.), há também a vertente popular da coisa, a celebridade promovida por um esquema tipo Big Brother Brasil (ou em algum outro lugar do mundo, já que a idéia é holandesa e foi licenciada em quase todo o mundo), dentre muitos outros esquemas rápidos de projeção de pessoas que eram desconhecidas e que não teriam qualquer possibilidade de ascensão meteórica como tiveram. O que diferencia uns dos outros, um Brad Pitt de, por exemplo, uma Sabrina Sato ou um Alemão, vencedores de duas edições do BBB? Parece-me que, em primeiro lugar, a projeção, já que é difícil imaginar que qualquer um destes talentos midiaticamente promovidos consiga alcançar a fama e a projeção que outros naturalmente desenvolvidos. Como segundo ponto, penso que o caráter de adoção que cada um dos BBB teve, já que sabemos que eles estão lá de uma maneira forçada, não natural, mas, justamente por isso, insistimos em continuar a colocar o nosso selo de aprovação em cada um deles, considerando-os mais nossos do que os demais não midiaticamente produzidos, como se disséssemos a todos que, ok, a Sabrina e o Alemão são meio beócios, pouco talentosos, mas, parafraseando o presidente americano Harry Truman, são os MEUS beócios, os MEUS pouco talentosos, deixem-nos aí por mais um tempo. Em terceiro lugar, uma certa identidade com todos nós, ilustres desconhecidos, que não procuramos os estúdios, as gravadoras, mas cantamos no banheiro, já que poderíamos ser nós no lugar deles e eles são como que nossos representantes, sendo muito poucos os artistas que se desenvolveram sem estimulação midiática que têm este tipo de identidade popular, talvez uma Hebe Camargo, uma Ana Maria Braga, mas tenho dificuldade em ir além. Como último ponto, boa parte destes artistas fabricados têm realmente talento, embora num nível secundário, não escapando muito da mediocridade original. O único caso de que me recordo de alguém que tenha escapado de um esquema forçado, que afinal era o inicio da vulgarização das celebridades,  para um esquema realmente de forte posicionamento artístico é o de Ricky Martin, que, originário dos Menudos, conseguiu se impor no cenário musical e carrega conceitos extremamente elaborados em suas manifestações culturais, reinventando-se sempre. Se alguém conseguir aprender a partir da experiência dele, acho que caminharemos com mais sucesso na produção de artistas populares de talento real e não na pura e simples produção de celebridades vulgares.

RP

 


dez 15 2008

A titularidade da celebridade

A titularidade da celebridade

Num programa recente na TV americana, um telespectador teve a primazia de fazer uma pergunta à atriz de sua preferência (ou idolatria). A pergunta foi: o que você procura num homem, ou melhor, o que você encontrou em seu atual marido que a fez se apaixonar por e casar com ele? A atriz pensou um pouco e deu a sua receita de homem. De posse disso, o espectador agradeceu muito e aquilo servirá de uma receita para ele, pois ele gostaria de encontrar e se casar com uma pessoa igualzinha à atriz. Pessoal: a celebridade ter outorga nossa para nos indicar um caminho a seguir não é um pouco demais? Responda-me quem  quiser. 

RP

Comentário: É preciso tomar cuidado com nossas “respostas”. Um dia podemos ser cobrados por elas, vocês não acham? O que é bom para mim, pode não ser bom para outro. Esta é uma responsabilidademuito grande e totalmente desnecessária, tomem cuidado.

Pensem nisso.

Raquel


dez 15 2008

A troca

Mais uma celebridade morreu, ou melhor, o ex-namorado de uma celebridade, que, por namorar uma pessoa famosa, também se tornou famoso. Quando vemos pessoas de idade diferente se relacionando afetivamente, logo pensamos: aí tem coisa! Se o mais velho é rico, logo pensamos: está atrás do dinheiro dele. Se a mais velha, como foi o caso recente, é rica, é o contrário: está atrás do dinheiro dela. Lembram daquele ex-dono de banco e construtora, o maior plantador de soja do país que só saia com modelo? Nesta mais recente tragédia, além de dinheiro, a mais velha era famosa, o que deve agregar fama osmótica ao namorado, mesmo que depois eles se separem, mesmo depois da separação. Se houve a troca interessada, ela deve ter sido:  dê-me a sua juventude que eu te dou a minha fama ou dinheiro. O resultado: um morto, o elo mais fraco, por consumo de cocaína. Adiantou o quê a troca?

RP